História
Extinção das Ordens religiosas em Portugal
Com a extinção das Ordens religiosas em Portugal, em 1833, que formaram e mantiveram durante séculos as verdadeiras bibliotecas deste país, o património artístico-cultural português sofrera um grande abalo. Por isso, uma portaria de 9 de Setembro de 1834 determinou a criação de bibliotecas públicas com os livros dos conventos e ordens religiosas.
Porém, em Castelo Branco, deu-se um assalto aos livros dos frades e os que escaparam foram armazenados numas lojas húmidas do antigo Paço Episcopal onde, em 1835, foi instalado o Governo Civil. Aí ficaram dois anos amontoados, mas a biblioteca não foi criada.
Dr. José António Morão legou a sua Biblioteca
Em 1864, um distinto médico, deputado e Governador Civil albicastrense, o Dr. José António Morão, legou a sua biblioteca de mais de 3200 volumes ao povo albicastrense, determinando que a mesma se mantivesse na sua residência da Rua do Pina. Todavia, nem o seu sobrinho e herdeiro facultou a biblioteca ao público, nem a Câmara de então se interessou pelo legado.
Pedido ao governo autorização para formar uma biblioteca em Castelo Branco
Em 1867 e 1870, o Governador Civil pede ao governo autorização para formar uma biblioteca em Castelo Branco com os livros dos extintos conventos, pedido esse que foi deferido, mas que nem assim levou a Câmara Municipal a interessar-se pelo assunto.
Criação de bibliotecas em todos os concelhos do país
Por Decreto de 2 de Agosto de 1870, determinou o governo a criação de bibliotecas em todos os concelhos do país e, face ao desinteresse da Câmara da Castelo Branco, obrigou-a, por portaria de 22 de Junho de 1872, a inscrever no seu orçamento a quantia de 50$000 réis para fazer face às despesas da biblioteca. A verba foi realmente inserida no orçamento, mas nunca foi aplicada!
Nesse ano, o comendador José António Morão decidiu entregar ao Liceu a maior parte dos livros legados pelo tio ao povo de Castelo Branco.
Organizou-se então a biblioteca no Liceu, mas a Câmara recusou-se sempre a entregar a quantia inserida no orçamento para a organização da biblioteca.
Biblioteca de Castelo Branco obtém a categoria de 2ª classe
Com a criação da Inspecção-Geral das Bibliotecas e Arquivos Públicos pelo Decreto com força de lei de 29 de Dezembro de 1887, a biblioteca de Castelo Branco obtém a categoria de 2ª classe.
Encerrada a biblioteca
Em 1900, foi encerrada a biblioteca e assim se conservou durante alguns meses.
Em 29 de Dezembro de 1901, outro Decreto determinou que a biblioteca de Castelo Branco passava a depender do bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional de Lisboa.
Biblioteca albicastrense novamente reorganizada
Por Decreto de 18 de Março de 1911, foi a biblioteca albicastrense novamente reorganizada, passando a ter a designação oficial de Biblioteca Pública de Castelo Branco e ficando dependente da Direcção-Geral da Instrução Secundária, Superior e Especial. Continuou, porém, a cargo do Município, embora o seu director fosse nomeado pelo governo.
Em 1911, dá-se a transferência do Liceu do Largo da Sé (onde se encontravam os C.T.T.) para o antigo Paço Episcopal; a biblioteca, que já contava com alguns milhares de volumes, é instalada no rés-de-chão do edifício da Câmara Municipal, também situado no Largo da Sé.
Câmara descobre o valor da biblioteca
Só a partir de 1931 é que a Câmara descobre o valor da biblioteca e lhe traça uma linha de orientação condigna!
Biblioteca enriquece através de muitas obras
A 1 de Junho de 1940, é nomeado director da Biblioteca o Tenente-Coronel de Cavalaria A. Elias Garcia, erudito numismata, que conseguiu enriquecê-la através da aquisição de muitas obras. Todavia, a exiguidade das instalações não permitiu a arrumação metódica dos 6000 volumes que então a compunham, nem a sua catalogação racional de forma a facilitar a consulta de qualquer obra.
Pedido de restauração da antiga «Domus Municipalis»
Daí que, em 1949, foi pedida a restauração da antiga «Domus Municipalis», no Largo de Camões, tornando possível a instalação da Biblioteca nesse edifício, em Setembro de 1951, onde se manteve mais de 55 anos.
Biblioteca adquire a sua verdadeira função cultural
Foi sob a direcção do Dr. Francisco Palmeiro que se tomou a iniciativa da catalogação e organização de ficheiros; todavia, foi a partir de 1960, devido ao dinamismo do Dr. José Vasco Mendes de Matos, que a Biblioteca adquiriu a sua verdadeira função cultural: actualizaram-se e concluíram-se totalmente os ficheiros onomástico, didascálico, ideográfico e topográfico, e iniciou-se a publicação da «Relação Onomástica». Mais tarde, sob a orientação do Dr. Ernesto Pinto Lobo, foram melhoradas as condições de leitura e de consulta, assim como as instalações.
Transição da Biblioteca Fixa da Gulbenkian para o edifício da Biblioteca Municipal de Castelo Branco
A 26/05/1962, a Biblioteca Fixa da Gulbenkian transitava para o edifício da Biblioteca Municipal de Castelo Branco (cf. Jornal do Fundão, de 27/5/1962).
Designação oficial: Biblioteca Municipal de Castelo Branco - Dr. Jaime Lopes Dias
A 23 de Abril de 1984, era inaugurada a sala "Dr. Jaime Lopes Dias" com o espólio oferecido à Biblioteca pela família deste ilustre etnógrafo beirão, e por vontade expressa do próprio (cerca de 2000 volumes e 3000 manuscritos e recortes), e, poucos dias mais tarde, a Biblioteca passaria a designar-se oficialmente Biblioteca Municipal de Castelo Branco – Dr. Jaime Lopes Dias.
Fusão da Biblioteca Municipal de Castelo Branco com a Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian
No princípio do ano de 2003, foi levada a cabo a fusão da Biblioteca Municipal de Castelo Branco com a biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian, que funcionava no segundo piso do edifício, e deu-se início à informatização do seu fundo documental.
Passa a designar-se Biblioteca Municipal de Castelo Branco
Tendo fechado as portas em Outubro de 2006 para a desinfestação do seu espólio, com vista à sua transferência para um novo edifício construído de raiz, no ex-Quartel da Devesa, a Biblioteca Municipal de Castelo Branco – Dr. Jaime Lopes Dias abriu as portas nas suas novas instalações no dia 28 de Junho de 2007, passando a designar-se simplesmente por Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
CONTACTOS
Telefone: 272 340 600
Email: biblioteca.municipal@cm-castelobranco.pt
REGULAMENTO
Aceda aqui ao Regulamento da Biblioteca Municipal
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